A caução é realmente obrigatória?
Muitos inquilinos em Goiânia acreditam que a caução é uma regra inquestionável para alugar um imóvel. Na verdade, a Lei do Inquilinato não impõe essa modalidade como norma única.
O que acontece é uma resistência cultural. Muitos proprietários e imobiliárias ainda preferem o formato tradicional por ser um processo simples e conhecido há décadas.
Por que o hábito persiste em Goiânia?
O mercado imobiliário de Goiânia é conservador. A caução, que consiste no depósito de até três meses de aluguel, transmite uma sensação de segurança imediata para quem está colocando o imóvel para locar.
Embora existam ferramentas modernas, como o seguro-fiança (uma apólice que garante o pagamento ao dono do imóvel), a caução ainda é vista como a forma mais direta de garantir o contrato sem burocracia bancária.
Como isso impacta quem busca imóvel?
Se você está procurando um imóvel, saiba que tem poder de negociação. Se o proprietário exige caução, mas você prefere outras garantias, o diálogo é fundamental.
Entender que a caução não é a única via permite que você escolha a opção que melhor se encaixa no seu bolso. Lembre-se: se optar pela caução, o valor deve ficar em uma caderneta de poupança e ser devolvido a você com correção ao final do contrato.
Dicas para uma locação tranquila
Antes de assinar qualquer contrato, verifique se a garantia exigida está clara. Em Goiânia, a transparência entre inquilino e proprietário evita dores de cabeça futuras.
Como perito avaliador, recomendo sempre ler o contrato com atenção. Se tiver dúvidas sobre as garantias ou sobre o estado do imóvel, não hesite em buscar orientação profissional.
Fontes consultadas
Esta análise reúne fatos publicados por Portal Loft. O texto é original de Renato Lagares Imóveis — não é republicação.
- A Caução Não É a Norma. É o Hábito que o Mercado Ainda Não Largou - Portal Loft

