O novo motor da construção civil
O setor de construção civil no Rio de Janeiro e em todo o país vive um momento de transformação. Pela primeira vez desde 2020, as obras de infraestrutura, como saneamento e concessões, geraram mais empregos formais do que a construção de edifícios residenciais.
Segundo dados da CBIC, a infraestrutura criou quase 65 mil vagas no primeiro semestre, um salto de 30% em relação ao ano anterior. Esse movimento tem sido o pilar que sustenta o crescimento do setor, compensando a desaceleração em outras áreas mais dependentes de crédito direto.
Por que o empresário está cauteloso?
Apesar da resiliência no mercado de trabalho, o clima entre os empresários é de prudência. O Índice de Confiança da Construção atingiu o patamar mais baixo desde 2016, ficando abaixo dos 50 pontos, o que indica uma visão pessimista para o curto prazo.
O grande vilão apontado pelo setor é a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Quando ela permanece em dois dígitos, o custo para financiar novos projetos sobe, e o poder de compra das famílias diminui, travando lançamentos e reformas.
O financiamento como fôlego
Mesmo com o cenário de juros altos, o financiamento imobiliário mostrou força no primeiro semestre. O volume total de recursos destinados à compra de imóveis, utilizando o FGTS e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), cresceu 17,5%.
Isso mostra que, apesar da cautela, a demanda por moradia segue latente. O setor privado tem sido o principal financiador dessas obras, com 84% dos investimentos em infraestrutura vindo de empresas, impulsionados por novas regras regulatórias.
O que isso significa para o investidor?
Para quem investe em imóveis, o cenário reforça a importância de escolher bem a localização e o tipo de empreendimento. Enquanto o mercado de grandes obras de infraestrutura puxa o emprego, o investidor atento busca projetos que ofereçam segurança contra a volatilidade dos juros.
Em Goiânia, por exemplo, o mercado imobiliário segue uma dinâmica própria, com forte valorização em áreas de expansão urbana. Investidores que buscam ativos sólidos em regiões com infraestrutura consolidada continuam encontrando oportunidades de rentabilidade acima da média nacional.
Fontes consultadas
Esta análise reúne fatos publicados por InfoMoney · Imóveis. O texto é original de Renato Lagares Imóveis — não é republicação.
- Infraestrutura sustenta empregos na construção civil no 1º semestre, diz CBIC

