O Futuro da Habitação em Pauta
A 23ª Convenção Secovi-SP, iniciada em agosto de 2026, colocou a habitação no centro das discussões estratégicas do setor. O evento reuniu lideranças políticas e empresariais para debater o cenário atual e os rumos do mercado imobiliário em São Paulo.
O tom das conversas foi claro: o mercado vive uma dependência crescente dos programas habitacionais. A sustentabilidade do setor está atrelada à disponibilidade de recursos e à saúde do financiamento imobiliário.
O Peso do Minha Casa, Minha Vida
Dados apresentados pelo Secovi-SP mostram que o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) não é apenas um programa social, mas o motor da economia imobiliária paulistana. Atualmente, sete em cada dez unidades lançadas ou vendidas na capital pertencem a este segmento.
A força do programa é evidente nos números de maio de 2026, com mais de 9 mil unidades lançadas. Enquanto o segmento de médio e alto padrão sofreu uma retração de 28% no primeiro semestre, o setor econômico avançou 31%.
O Desafio do Crédito e o Papel do FGTS
O presidente do Secovi-SP, Jorge Cury, destacou que o 'funding' — que é o dinheiro disponível para financiar a construção e a compra de imóveis — é a maior preocupação. Ele defendeu que o FGTS deve ser preservado exclusivamente para a habitação.
O cenário de juros elevados também preocupa, pois encarece o crédito de longo prazo para as famílias. Para o mercado, manter o fluxo de recursos é uma questão de sobrevivência para a produção imobiliária.
Ações Públicas e Parcerias
O prefeito Ricardo Nunes ressaltou que a Habitação de Interesse Social (HIS) saltou de 42% para 70% na participação da produção municipal. A estratégia envolve a soma de forças entre o MCMV, o programa estadual Casa Paulista e o municipal Pode Entrar.
Já o governador Tarcísio de Freitas destacou a entrega de mais de 90 mil moradias. Ele enfatizou o sucesso da Carta de Crédito Imobiliário (CCI), onde o aporte público de R$ 1,2 bilhão atraiu R$ 37 bilhões em investimentos privados.
O que isso significa para o seu investimento?
Para quem investe em Goiânia, o cenário de São Paulo serve como um termômetro valioso. A valorização do imóvel econômico e a necessidade de segurança jurídica sobre o FGTS são tendências nacionais que reforçam a importância de escolher ativos com demanda real e crédito garantido.
Fontes consultadas
Esta análise reúne fatos publicados por Portal VGV. O texto é original de Renato Lagares Imóveis — não é republicação.
- Convenção Secovi-SP 2026: habitação abre os debates

