O destino dos grandes templos
O cenário urbano de Goiânia está em constante transformação. Quando uma igreja encerra suas atividades, um imóvel de grande porte fica disponível, gerando curiosidade sobre o futuro daquela estrutura.
Para o investidor, esses espaços não são apenas prédios, mas terrenos com potencial. Muitas vezes, essas construções ocupam esquinas privilegiadas ou áreas nobres que podem ser convertidas para outros fins.
O que muda na prática?
Transformar um templo em um condomínio ou centro comercial exige mais do que uma reforma. É preciso verificar a viabilidade legal, ou seja, se o Plano Diretor de Goiânia permite a nova atividade naquele setor específico.
A infraestrutura interna também é um ponto de atenção. Templos são projetados para grandes fluxos de pessoas sentadas, o que nem sempre se adapta facilmente a escritórios ou apartamentos sem uma reestruturação profunda.
Oportunidade ou dor de cabeça?
Comprar um imóvel que já foi templo pode ser um excelente negócio se o preço estiver adequado ao custo da reforma. O segredo é o LTV (Loan to Value), que é a relação entre o valor do empréstimo e o valor real do imóvel, garantindo que o investimento seja seguro.
Antes de fechar negócio, avalie a vizinhança. Mudanças de uso podem enfrentar resistência de moradores locais, o que pode atrasar a obtenção de alvarás e licenças necessárias para o funcionamento do novo empreendimento.
Por que ter um perito ao seu lado
Como perito avaliador, reforço que a emoção não deve guiar a compra. É fundamental realizar uma avaliação técnica para entender se o valor pedido pelo proprietário condiz com o estado real da estrutura e o potencial de lucro.
Em Goiânia, o mercado é dinâmico e exige rapidez, mas a cautela jurídica e técnica evita prejuízos que podem custar caro lá na frente.
Fontes consultadas
Esta análise reúne fatos publicados por Folha · Mercado imobiliário. O texto é original de Renato Lagares Imóveis — não é republicação.
- Opinião - Rodrigo Toniol: E quando uma igreja deixa de ser igreja?

