O que o caso da empresária Andreia Gaspar nos ensina sobre cautela
A recente morte da empresária Andreia Vieira Gaspar em Goiânia, após um procedimento cirúrgico, trouxe à tona discussões sobre a importância da checagem rigorosa. Andreia investiu R$ 118 mil em um sonho, mas a ausência de uma consulta presencial antes da cirurgia tornou-se um ponto central na investigação do Ministério Público de Goiás.
Como corretor e perito avaliador, vejo paralelos claros entre esse caso e o mercado imobiliário. Quando tratamos de valores altos, a confiança não pode substituir a verificação técnica. A pressa ou a facilidade aparente podem esconder riscos que só aparecem quando é tarde demais.
Por que a 'consulta presencial' é vital nos seus investimentos
No mercado de imóveis, a 'consulta presencial' equivale à diligência imobiliária. É o processo de checar a matrícula do imóvel, a saúde financeira da incorporadora e o histórico do vendedor. Nunca compre um imóvel apenas por fotos ou promessas, sem conhecer o local e a documentação a fundo.
Muitos investidores em Goiânia se deixam levar por promessas de retorno rápido ou estética de lançamentos. No entanto, entender o LTV (a relação entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel) e a solidez da construtora é o que garante que o seu patrimônio não corra perigo.
O papel do especialista na proteção do seu patrimônio
Assim como na medicina, onde a avaliação prévia é indispensável, no setor imobiliário, a perícia é o que separa um bom negócio de um pesadelo. Um perito avaliador CNAI, como eu, busca identificar vícios ocultos ou problemas jurídicos que um leigo jamais notaria.
Investir em Goiânia é uma excelente escolha, desde que feita com os pés no chão. Não ignore os sinais de alerta, como a falta de transparência de um vendedor ou a recusa em fornecer documentos básicos. O seu patrimônio deve ser tratado com a seriedade que a sua vida merece.
Fontes consultadas
Esta análise reúne fatos publicados por G1 Goiás · Mercado imobiliário. O texto é original de Renato Lagares Imóveis — não é republicação.
- Empresária que morreu após plástica pagou mais de R$ 115 mil e não fez consulta antes de cirurgia, diz irmã

